- Quero me separar de você. De repente, após um longo período de casamento, você houve esta frase. Sem conversa, sem um aviso claro e sem maiores explicações. Você ainda ama esta pessoa e tenta, de maneiras diversas, recuperar a relação mas, não adianta. Convencido de que não há volta, insiste em perguntar: - O que houve? E a pessoa que você ama e confia responde: - O amor acabou, não sinto mais nada por você. A dor é imensa, difícil de explicar, penso que é semelhante a uma lâmina afiada e longa, penetrando o coração. Como acreditar que sua família, base de todos os seus projetos e planos, possa ter "explodido"? E os filhos? Quem fica? Quem sai? De quem é o que? Aí, começa uma nova fase mas, não menos dolorosa. Para mim, torna-se difícil entender que o amor acabe, após longos anos de relacionamento, no meu caso, 30 anos. Acredito que toda relação tenha o seu momento de instabilidade. Mesmo relações de parentesco. Nestes momentos, o diálogo franco e o tempo podem ajudar na solução. Ajuda psicológica também deve ser levada em conta pois, esta decisão não pode ser baseada em um ciclo negativo da relação. Muitas vezes, um dos dois vive um momento maravilhoso em sua vida profissional e individual. Amigos diversos, sempre prontos a um programa alegre e livre. Isto, pode tornar a vida, com as responsabilidades da família, muito "chata", criando a ilusão de que a relação é o que está errado. Finalmente, estou convencido de que a separação deve ser uma consequência, ao fim de todo um processo de discussão, e jamais uma simples opção. É importante lembrar que o problema não resolvido hoje certamente retornará amanhã, mesmo que em outra companhia....Por isso eu vos declaro que aquele que despede sua mulher, a não ser em caso de adultério, e desposa outra, comete adultério; e que aquele que desposa a mulher que outro despediu também comete adultério. (S. MATEUS, cap. XIX, vv. 3 a 9.)
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