Falamos muito em violência e sofremos com ela mas, como ela aparece? Não creio que ela esteja só no soco desferido ou no tiro que mata. Estas, são somente suas conseqüências. Ela pode começar de muitas formas mas, todas passam pela falta de respeito e, por que não, amor ao próximo. Quando não damos importância às necessidades dos menos favorecidos, desprezamos às Leis ou aceitamos como normal a injustiça, desde que não seja conosco, estamos plantando a semente da violência. Nem sempre a veremos geminar mas, nossos filhos e netos, certamente, colherão seus frutos. Para que servem passeatas pedindo a Paz? Paz é algo que conquistamos todos os dias e através de nossas ações. Não podemos pedi-la ou exigi-la. Nestas passeatas, muitos participantes estacionam seus carros em cima das calçadas enquanto outros fecham as ruas para o protesto. Não importa se o direito do pedestre, e a Lei, estão sendo violados ou se no engarrafamento criado, há pessoas sendo prejudicadas. Exemplos do desenvolvimento da semente da violência podem ser vistos constantemente no trânsito. Se um motorista se sente prejudicado pelo outro, imediatamente grita algo ofensivo. O outro, pára o carro, desce e agride o ofensor que saca uma arma e atira. Onde a violência teve início? Temos que vigiar nossas pequenas ações para não semearmos o que não desejamos. E a violência dos criminosos “profissionais” de todos os dias? Esta também veio da mesma semente, porém, já cresceu e está forte. Escolas, creches e lazer não resolverão. Este tipo de violência só se resolve com determinação e a participação de todos. Determinação das autoridades e participação de todos na cobrança de atitudes. É muito importante sabermos que tudo tem um preço. Não se acaba com o crime organizado sem baixas. Precisamos nos decidir. Queremos ou não acabar com esta violência? Nossa sociedade já percebeu que é uma guerra mas, não quer que haja baixas. Com isto, as autoridades não tem muito a fazer. Hoje, há um acordo velado. Os criminosos ficam “lá” e nós ficamos aqui, existindo algumas “batalhas” eventuais para contenção do avanço. Nestas “batalhas”, inocentes morrem, todos os dias. A diferença das baixas neste tipo de ação para baixas de guerra é clara. Em uma guerra declarada há um objetivo e um plano para vencer. Isto acontecerá até que a sociedade conclua que não dá mais e pagaremos o preço ou até que os criminosos tenham número e organização suficientes para nos atacarem, definitivamente, com sucesso. Os pais costumam punir seus filhos, muitas vezes com palmadas, sempre que fazem algo errado mas, para a sociedade, um jovem com 16 anos pode roubar, torturar e matar e, pouco tempo depois, aos dezoito anos, será solto e com sua ficha limpa. Ou seja, precisamos decidir o que queremos, caso contrário, a violência continuará existindo, como um monstro, para o qual oferecemos vidas humanas todos os dias, por medo de enfrentá-lo.Ef 6.12 - “Pois não temos que lutar contra a carne e o sangue, e, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os poderes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais da maldade nas regiões celestes.”


