quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

VIOLÊNCIA E PAZ

Falamos muito em violência e sofremos com ela mas, como ela aparece? Não creio que ela esteja só no soco desferido ou no tiro que mata. Estas, são somente suas conseqüências. Ela pode começar de muitas formas mas, todas passam pela falta de respeito e, por que não, amor ao próximo. Quando não damos importância às necessidades dos menos favorecidos, desprezamos às Leis ou aceitamos como normal a injustiça, desde que não seja conosco, estamos plantando a semente da violência. Nem sempre a veremos geminar mas, nossos filhos e netos, certamente, colherão seus frutos. Para que servem passeatas pedindo a Paz? Paz é algo que conquistamos todos os dias e através de nossas ações. Não podemos pedi-la ou exigi-la. Nestas passeatas, muitos participantes estacionam seus carros em cima das calçadas enquanto outros fecham as ruas para o protesto. Não importa se o direito do pedestre, e a Lei, estão sendo violados ou se no engarrafamento criado, há pessoas sendo prejudicadas. Exemplos do desenvolvimento da semente da violência podem ser vistos constantemente no trânsito. Se um motorista se sente prejudicado pelo outro, imediatamente grita algo ofensivo. O outro, pára o carro, desce e agride o ofensor que saca uma arma e atira. Onde a violência teve início? Temos que vigiar nossas pequenas ações para não semearmos o que não desejamos. E a violência dos criminosos “profissionais” de todos os dias? Esta também veio da mesma semente, porém, já cresceu e está forte. Escolas, creches e lazer não resolverão. Este tipo de violência só se resolve com determinação e a participação de todos. Determinação das autoridades e participação de todos na cobrança de atitudes. É muito importante sabermos que tudo tem um preço. Não se acaba com o crime organizado sem baixas. Precisamos nos decidir. Queremos ou não acabar com esta violência? Nossa sociedade já percebeu que é uma guerra mas, não quer que haja baixas. Com isto, as autoridades não tem muito a fazer. Hoje, há um acordo velado. Os criminosos ficam “lá” e nós ficamos aqui, existindo algumas “batalhas” eventuais para contenção do avanço. Nestas “batalhas”, inocentes morrem, todos os dias. A diferença das baixas neste tipo de ação para baixas de guerra é clara. Em uma guerra declarada há um objetivo e um plano para vencer. Isto acontecerá até que a sociedade conclua que não dá mais e pagaremos o preço ou até que os criminosos tenham número e organização suficientes para nos atacarem, definitivamente, com sucesso. Os pais costumam punir seus filhos, muitas vezes com palmadas, sempre que fazem algo errado mas, para a sociedade, um jovem com 16 anos pode roubar, torturar e matar e, pouco tempo depois, aos dezoito anos, será solto e com sua ficha limpa. Ou seja, precisamos decidir o que queremos, caso contrário, a violência continuará existindo, como um monstro, para o qual oferecemos vidas humanas todos os dias, por medo de enfrentá-lo.
Ef 6.12 - “Pois não temos que lutar contra a carne e o sangue, e, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os poderes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais da maldade nas regiões celestes.”

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

TRAIÇÃO

Não consigo entender a traição. Por que uma pessoa assume um compromisso de confiança com uma outra e, no meio do caminho, seja por um novo ideal ou por trinta moedas, descumpre o compromisso, não importando o que acontecerá com outra. Quando isto ocorre em relações de amizade, é terrível mas, e quando ocorre em relações conjugais? Este tipo de relação engloba a amizade e vai além. Você encontra uma pessoa e passa a amá-la. Esta relação se estreita até que um tenha a total confiança no outro. Isto, pode levar anos e se constrói com ambos vivenciando situações de todos os tipos. Quando este grau de confiança é alcançado, passam a iniciar projetos maiores mas, agora, envolvendo os dois. Estes projetos vão se realizando e outros se iniciando, cada vez mais dependendo dos dois. Neste momento, um dos dois diz que não quer mais continuar na relação pois, tudo muda e quer “partir para outra”. O que fazer? Foram anos de planejamento em uma vida à dois e agora há apenas um. Quem trai não se importa, ele tem que seguir a nova vida e você que se resolva. É claro que quem trai se prepara muito bem para isto e, quando tudo está certo, ele dá o golpe fatal. Será que não há o que fazer? Estamos todos sujeitos a trair? Não. A traição é o resultado da falta de vigilância e honestidade. Um caso de vigilância quando não evitamos situações que possam nos afastar do objetivo inicial. Um caso de honestidade quando não informamos, ao outro, as nossas intenções de mudança, afim de corrigirmos os planos iniciais. Me lembro do filme Coração Valente, onde William Wallace (Mel Gibson), mesmo após uma longa e vitoriosa jornada, é traído e capturado. Neste caso, a expressão no rosto de Mel Gibson define bem o terror de quem é traído. Creio que seja algo como ter o coração transpassado por uma longa e afiada lâmina, ou pior. Enfim, já que isto acontece desde o início do mundo, não podemos evitar sermos vítimas mas, devemos fazer tudo para não sermos algozes ou acharmos normal.
Mt 48 - Jesus disse-lhe: «Judas, é com um beijo que entregas o Filho do Homem?

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

SEPARAÇÃO 2 - A MISSÃO

Quando nada mais pode ser feito, chega a hora da consumação. Na maioria dos casos, esta hora marca o início de novos e intermináveis problemas. Como o consenso não é uma regra, a “solução” é a Justiça. Se o casal tem filho, a guarda certamente será da mulher, afinal, é a mãe. Depois, a divisão do patrimônio. Geralmente os casamentos são celebrados em regime de comunhão parcial de bens. Como não se pode determinar o percentual, real, da partiipação de cada um, o patrimônio é dividido igualmente. Será? Se o apartamento for da mulher, o Juíz convidará o homem a sair imediatamente, se já não tiver saído. Se o mesmo for do homem mas, a mulher não tiver para onde ir, o homem deverá se conformar e ir morar em outro lugar pois, a mulher precisa de uma morada, para criar o filho. Como ela está com a criança, que poderá ter até 24 anos, o marido deverá dar um valor em dinheiro, que poderá chegar a 35% de seu salário, descontado diretamente de seu pagamento. Isto, inclui FGTS, rescisão, horas extras e décimo terceiro. Ah!! Ainda existem Juízes que determinam o pagamento de, pelo menos, um salário mínimo, se o homem estiver desempregado, sujeito a PRISÃO, em caso de não cumprimento. Ou seja, troca-se “meu bem” por “meus bens”. Acho tudo muito justo mas, quando olhamos mais de perto, vemos que a justiça que serve para um pode não servir para o outro. Tenho acompanhado diversos casos de separação e, em muitos, a mulher exige a pensão para o filho mas, o dinheiro é usado para outros fins. A Justiça não exige provas de que o dinheiro será gasto com escola, roupa, alimentação etc. Isto é Justiça? Será que toda mulher com um filho é uma MÃE? A impressão que tenho é que o Juíz olha para o casal e, em sua mente, diz: - Ele é culpado, só por ser homem. É claro que a responsabilidade é dos dois e, justamente por isto, devem haver dispositivos que controlem a utilização da pensão para seu fim específico, com penas tão duras para a mulher quanto para o homem. Além de tudo isto, em um processo de separação, onde não haja acordo, os advogados orientarão o casal a citar, em processo, todos os “defeitos” e atitudes que possam afetar a confiabilidade do outro. Como se não bastasse, esta situação poderá se arrastar por muitos anos, até que se chegue a uma decisão. A única certeza que poderemos ter, desde o início, é de que todos saírão perdendo, seja qual for a sentença.
Mateus 6 - 19. Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem,e onde os ladrões minam e roubam.
20. Mais Ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem,e onde os ladrões não minam, nem roubam
21. Porque onde estiver o vosso tesouro, ai estará também o vosso coração.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

SEPARAÇÃO

- Quero me separar de você. De repente, após um longo período de casamento, você houve esta frase. Sem conversa, sem um aviso claro e sem maiores explicações. Você ainda ama esta pessoa e tenta, de maneiras diversas, recuperar a relação mas, não adianta. Convencido de que não há volta, insiste em perguntar: - O que houve? E a pessoa que você ama e confia responde: - O amor acabou, não sinto mais nada por você. A dor é imensa, difícil de explicar, penso que é semelhante a uma lâmina afiada e longa, penetrando o coração. Como acreditar que sua família, base de todos os seus projetos e planos, possa ter "explodido"? E os filhos? Quem fica? Quem sai? De quem é o que? Aí, começa uma nova fase mas, não menos dolorosa. Para mim, torna-se difícil entender que o amor acabe, após longos anos de relacionamento, no meu caso, 30 anos. Acredito que toda relação tenha o seu momento de instabilidade. Mesmo relações de parentesco. Nestes momentos, o diálogo franco e o tempo podem ajudar na solução. Ajuda psicológica também deve ser levada em conta pois, esta decisão não pode ser baseada em um ciclo negativo da relação. Muitas vezes, um dos dois vive um momento maravilhoso em sua vida profissional e individual. Amigos diversos, sempre prontos a um programa alegre e livre. Isto, pode tornar a vida, com as responsabilidades da família, muito "chata", criando a ilusão de que a relação é o que está errado. Finalmente, estou convencido de que a separação deve ser uma consequência, ao fim de todo um processo de discussão, e jamais uma simples opção. É importante lembrar que o problema não resolvido hoje certamente retornará amanhã, mesmo que em outra companhia.
...Por isso eu vos declaro que aquele que despede sua mulher, a não ser em caso de adultério, e desposa outra, comete adultério; e que aquele que desposa a mulher que outro despediu também comete adultério. (S. MATEUS, cap. XIX, vv. 3 a 9.)